sábado, 14 de agosto de 2010



Sempre fui sozinha. Quer dizer, quando eu era criança tinha alguem em casa pra garantir que eu não incendiaria a sala ou furaria meus proprios olhos, mas como não tenho irmãos, depois que eu cresci um pouco acabei ficando sozinha mesmo. É claro que sempre tem o pessoal da escola, de caçador, de todo lugar... mas companhia e parceria integral, não tem não. Quer dizer, em algumas épocas do ano tem sim.

Minha prima é 17 anos mais velha que eu, tem irmão e temos umas primas mais velhas que deveriam ser nossas companheiras. Só que estranhamente, sempre fomos nós duas. Admiro até hoje a santa paciencia que ela tinha pra me aturar cima durante todo esse tempo.

Foi com ela que eu dividi os momentos mais dificeis [ "priiiima, ele me beijou no quarto, ai meu Deus, ai meu Deus", ou "priiima, eu quero me mataaaar", voces sabem]. Mesmo com uma certa distancia muita das vezes, ela esta sempre a par das coisas. E quando as férias chegam, só dá ela nas tardes insanas, e chatas. Com ela são as melhores risadas, as histórias mais bisonhas, as maiores besteiras e segredos que não entregariamos nem sob a maior das torturas.


Ela que me faz comer, que divide remedios de alergia, testa maquiagens de drag queen no meu rosto logo cedo e faz interpretações estranhas de "Alice no país das Maravilhas". A companheira que morre afogada mas nao me deixa levar caldo na praia, que topa ver filmes velhos, que me fez ouvir red hot chili peppers. A que confirma todas as mentiras e embarca em altos planos comigo. Sempre a Monique.

Por isso, tenho medo de fica com esse vazio quando eu passar no vestibular em outra cidade. porque ninguém sabe ser uma melhor amiga e irmã mais velha [ mesmo sendo só 6 meses de diferença] melhor que a minha prima. Só que depois eu penso que tudo bem, eu sei que ela volta [ou eu vou], no ano que vem.

Mas não poderia ficar pra sempre?
Eu te amo, Monique Diavão. zs



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