Eu sei se um texto ficou bom ou não, na proporção exata em que ele me doeu pra escrever. Esquisito? Em muitos e muitos textos, eu choro. Escrevo como uma espécie de terapia, pra sentir primeiro aquilo que nem quero externar pro mundo, mas sai porque não podia ficar mais contido.
Em letras garrafais eu te dizia: “acertei o caminho não porque segui as setas, mas porque desrespeitei todas as placas de aviso”. E achei curioso eu usar essa metáfora sem nem ao certo saber o que queria te dizer com isto. E depois de repousadas aquelas palavras eu percebi quanta coisa eu escrevi pra você, querendo dizer pra mim. Porque eu jamais chegaria aonde cheguei se só andasse em linha reta. Tive que voltar atrás, andar em círculos, perder dias, perder o rumo, perder a paciência e me exaurir em tentativas aparentemente inúteis pra encontrar um quase endereço, uma provável ponte: a entrada do encontro.Você tão ocupada com seus mapas, tão equipada com sua bússola, demorou tanto, fez sinais de fumaça e não veio. Você simplesmente não veio. Mas me ensinou a intuir caminhos certos, a confiar nos passos, a desconfiar dos atalhos. Porque eu estava do outro lado e só. Sem amparo. Mas caminhava.
Gosto de me colocar em terceira pessoa.
"Mas ela sentia falta. Sentia falta da segurança, das promessas de futuro, da intensidade do quero tudo e agora. Dos impensáveis com os amigos, dos planos, das vontades divididas no outono. Mas o disco era outro, o momento era outro...
Quis dizer a ela que as coisas têm seu tempo e que deveria ter calma, mas os precipícios que existiam dentro dela o levaram para longe em silêncio. Porque o que ela queria do mundo era algo divino, algo infalivelmente divino. Não a memória distante do que havia sido incrível... um dia. Porque no fundo tudo o que queria era o que aquela velha tela no computador em silêncio lembrava"
quinta-feira, 29 de abril de 2010
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