quinta-feira, 25 de março de 2010

Guarda os olhos nas palavras

É verdade que com o tempo, passamos mesmo a ver as coisas murchar. Como se não existisse mais beleza, naquelas coisas pequenininhas, sabe? Queria mostrar o mundo, pelos meus olhos. As cores, as figuras, os motivos, os sons. Poder tocar seu coração! É ruim ver isso, que hojê é tudo conturbado demais, problemas demais, falta de VIDA interessante DEMAIS. Muito caos, e controversa. Não quero isso pra mim, não mesmo!
E fico tristinha por isso, meus dias são uma montanha russa, puta merda! Cara, que bom que eu ainda não enlouqueci.. e tenho algumas forças a mais aqui dentro, jajá a bateria acaba, ou a bomba relógio explode. Vontade de abraçar as pernas, ficar encolhidinha e gritar bem alto, igual eu fazia quando me via querendo chorar e era criança. Tô querendo férias, dessa vida que mal anda por aqui! Acho que a minha vontade de mudar os moveis de lugar, de esvaziar toda a gaveta, pra poder se sentir um pouco mais ' em casa ' sem estar só comigo mesma. Eu não queria algumas pessoas por perto. É ruim, não ter alguem pra te dizerm um bom dia, não sorrir enquanto almoça. E nem poder contar como você gosta daquela pessoa, dizer mais sobre seus amigos, o motivo pelo seu riso. Não que a meu pai não se importe, mais ele não sabe como se aproximar, e diz: filha, porque você olha tanto pro céu nublado hojê?
- Eu queria dizer que gosto de poder estar ouvindo o vento forte, como se fossem gritar por mim, como se eu dançasse a mesma melodia do vento, como se eu fosse convidada a isso.
Eu queria me sentir mais leve. É claro que eu não posso dizer. - Só to esperando a chuva cair forte pai. Chuva, café e um bom livro, sabe?
Alguma parte dentro de mim, queria que ele ficasse do meu lado, tendo uma conversa boa, igual duas pessoas que se conhecem atrávez de si mesmos, e que sente carinho uns pelos outros. Mais ele volta de onde veio, e é claro, resmungando. Igual a todos os outros dias. E isso também machuca. Ja que todos os problemas e decepções tomaram o lugar do afeto e do carinho. Eu não tenho muito pra onde correr quando as coisas acotecem dessa maneira, e é por isso que agente quer e procura tanto outra dimensão, um porre, uma música bem alta, e se tiver sorte, algue pra abraçar.


Sexta feira eu queria te dar um abraço meu.
Quer dizer, eu queria muito mais.
Bater na sua porta, e te deitar no meu amor.
COMO QUERIA!

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