terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

(...)

A forte história de amor, o desprendimento do mocinho, os atos de coragem e bravura do herói, tudo isso fez com que eu fosse experimentar uma vida, numa dimensão imaginaria, claro, mas dinâmica do que a simples rotina diária de trabalhar-produzir, reproduzir e consumir.

Essa estética das atrações, ao mostrar senas amorosas de diferentes e paradisíacos expressa o desejo de consumirmos esse mundo da ilusão. Isso faz com que a gente se confunda totalmente a realidade com a fantasia. Mas por um momento nós deixamos levar pelo momento, conscientemente, entramos no jogo ilusório das imagens, dos sons, do roteiro. Essa distancia abre espaço para o inconsciente aflorar e, então, desejos e sonhos parecem encontrar suas visibilidades. Nela o homem vê-se, lê-se, analisa-se, espelha-se, projeta-se, pensa-se, enfim, nela o homem se expressa por ela o homem cria e recria; *

Dessa forma o ser humano recria novos espaços e novos mundos, nos quais pode debruçar-se em sua contemplação.

Trata-se de uma narrativa vertiginosa que se alimenta de si mesma e parece tender ao infinito. É no meu desfecho, entretanto, que se alcança o efeito trágico da obra cujo limite não é o esgotamento das narrativas mais um golpe de estado que metamorfoseia as narrativas em sangue nas sarjetas e as palavras em silêncio, é só junta um pouco da fantasia com a realidade, tornando isso com uma personalíssima visão do realismo fantástico.


“É já faz um bom tempo que deixou de ser legal!”

“As emoções estão apenas em nossa mente interiormente guardadas em gavetas separadas, ás quais tiramos as medidas que a sentimos.”

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